Escolas sustentáveis, educação global

Uma escola sustentável é, antes de mais nada, uma escola que aprende, em diálogo permanente, que extrapola seus limites e envolve o bairro, a cidade, o mundo.





Que escolhas devemos fazer hoje, nas escolas, para ajudar a criar o futuro comum da humanidade? Talvez um caminho tenha sido apontado pelo educador português José Pacheco, criador da Escola da Ponte e atualmente consultor do Projeto Âncora no Brasil: “Parem de fazer aquilo que vêm fazendo”.1 Muitas escolas vêm fazendo por merecer o título de “escolas do mundo ao avesso” (Galeano, 2009). Insustentáveis por não satisfazer as necessidades de aprendizagem do presente e assim comprometer o futuro, elas são ambientalmente incorretas, pois desperdiçam não só energia e água, mas também talentos, confinando crianças em espaços fechados, restringindo as oportunidades de criar, decidir, cooperar, movimentar-se; socialmente injustas, pois dificultam o acesso e produzem o fracasso dos mais vulneráveis, além de negligenciar o cultivo do entendimento mútuo e da não violência; economicamente inviáveis, pois não preparam os jovens para atuar de forma cidadã, melhorando sua vida e o mundo.

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