O papel do professor no momento do ensinar.
Durante muitos anos se confundiu ensinar com transmitir, onde os alunos eram considerados agente passivo no processo sem muita relevância, tendo como transmissor de todo conhecimento o professor. Tudo isso só fez com que o professor deixa-se de observar aquele que aprende para se preocupar somente com os conteúdos a serem ensinados, construindo uma relação bem distante entre aquele que ensina daquele que aprende.Mas com toda evolução educacional e com o aparecimento de novas práticas pedagógicas e novas formas de se pensar no ensinar e no aprender o professor precisou repensar sobre suas práticas antigas, para uma prática que respeite as novas formas de se ensinar no mundo moderno. Iniciou-se um processo em defesa do brincar, tornando sua sala um local mais agradável, motivante e aconchegante, onde são promovidas atividades por meio de jogos e brincadeiras, construindo assim sua programação baseado nas brincadeiras e não ao contrario basear as brincadeiras de acordo com a sua programação. Ao invés de impor regras, elabora-las em conjunto com as crianças, assim as deixaremos incentivadas a participar do jogo e a seguir as regras com uma cobrança, pois foram feitas com sua participação. Quando fazemos as regras em conjunto com os alunos reforçamos a atividade democrática, mostrando que sua ideia é importante e que poderá ser usada no jogo. A participação da criança no desenvolvimento das regras é um incentivo por que elas podem rever seus valores morais e dizer quando e como deverão ser aplicadas e como podem ser modificadas conforme a repetição dos jogos.Mediar a troca de idéias para que todos possam expô-las e decidi-las. Para que haja um consenso geral sobre as regras que usaremos no jogo. Ao deixar a criança responsável pelas regras deve-se incentivar a cumpri-las e elaborar sanções para o seu descumprimento. No jogo temos uma grande freqüência de conflitos e temos que deixar que a criança resolva seus conflitos, sempre mediando e ensinando a negociarem para chegar a acordos, para que desenvolvemos uma criança autônoma, participativa e independente. Com as regras estabelecidas o professor deve reconhecer o que está realmente acontecendo no processo de desenvolvimento das crianças, para que possamos intervir de forma certa. Assim podemos preparar o ambiente para o jogo, um desses preparos é o espaço que tem que ser dividido, para que as crianças que querem jogar mais concentradas não sejam atrapalhadas pelas crianças que preferem um jogo de movimento. Além de tudo ainda temos que nos preocupar com os materiais, que precisam ser adequados à quantidade de alunos e para faixa etária dos seus alunos, estes materiais têm que ser diversos para desperta a curiosidade e proporcionar o desenvolvimento da criatividade e da autonomia. Sendo assim o jogar da criança é espontâneo, mas o professor pode participar de diversas maneiras. Participando do jogo para valorizar o que foi decidido pelas crianças, que ficarão animadas e dispostas a jogar. O professor como peça do jogo pode acrescentar novos elementos no jogo os desafiando e fazendo que haja uma aprendizagem maior, mas precisamos perceber até que ponto as crianças querem nossa participação e nos controlar para não tentamos controla-los.
Estimular uso de sua imaginação é muito importante em sala de aula e terá a seguir um exemplo prático.
“Um jogo que costumávamos fazer em nossa casa (de Kathy) era “Imaginação É”. Sentávamos juntos na cana, cobríamos nossos olhos, e dizíamos, “Imaginação é quando você está deitado na cama, fecha os olhos, depois abre os olhos e vê que está em outro lugar”. As crianças nos levavam a muitos lugares imaginários, e aterrissávamos no zoológico, numa floresta, na Lua, ou voávamos pelo céu.” (EYER; HIRSH-PASEK; GOLINKOFF, 2006, p.278)
O quanto pode construir com um simples momento, que é divertido e cativante ajuda criança e desenvolve o uso da imaginação, mas também o convívio social com a troca das imaginações entre os participantes. Simples atividades como esta é de grande valor para a aprendizagem. Quando o professor entra no jogo ele é o modelo para as crianças, muitas vezes isto é esquecido e o professor se ocupa com outros afazeres e perde a grande oportunidade de observar o desenvolvimento do jogo e a evolução dos alunos socialmente e intelectualmente. No jogo espontâneo o professor precisa ser apenas observador, o que não é muito simples, pois a um vinculo afetivo com a criança. O professor deve fazer seu diagnostico e só intervir para resolver conflitos assim ele conhecerá a realidade lúdica e o comportamento individual e geral de sua sala. No jogo dirigido o professor deve ser claro na explicação das regras e participar do jogo para elas entendam melhor as regras servindo como um modelo, e a partir do momento em que elas saibam jogar sozinhas, deverá se tornar apenas um orientador durante o jogo. De acordo como momento do jogo o educador deverá ser além de orientador um desafiador, aumentando a dificuldade do jogo, promovendo o desenvolvimento da criança ou o aumento da sua fixação da aprendizagem. Para avaliar os objetivos colocados pelo jogo e pelo jogador no desenvolvimento, precisamos de jogos interessantes e desafiadores que sejam adequados a sua faixa etária. Dessa maneira faremos uma observação correta e teremos uma resposta para nossos objetivos propostos. Deixar as crianças avaliar suas ações, se o que ele está fazendo é correto ou se algum amigo será prejudicado pela sua atitude, se o professor impõe resolução às tornam dependentes e inseguras ao tomar decisões. Deve-se buscar a participação de todos, pois o jogo deve ser uma atividade estimulante, para as capacidades e cooperação das crianças. A busca da participação coletiva pode não ser fácil, mas temos alguns instrumentos que podem ser adaptados e usados para que todos participem, são os brinquedos ou até mesmos os objetos que não são brinquedos, mas que enchem os olhos das crianças. Usaremos estes objetos para que todos se interessem em participar.O professor pode expressar seus valores, eles vêm impostos de acordo com sua cultura, e devemos deixar que a criança desenvolva seus valores sem sua intervenção. Vera Lúcia Camara F. Zacharias abaixo relata abaixo:
“Os brinquedos aparecem para o professor como objetos culturais de valores considerados inadequados. Por exemplo, Barbies carregam valores americanos. Guerreiros com armas é a reprodução da guerra e da violência. Carrinhos pertencem a meninos. Meninas brincam de casinha. Pobres podem brincar com qualquer brinquedo, pois não tem opção. Enfim, são tais atitudes que demonstram precondições relacionadas a classe social, ao gênero e à etnia, e tentam justificar propostas relacionadas às brincadeiras introduzidas em nossas instituições de educação infantil.” (ZACHARIAS, apud KISHIMOTO, 1999). As crianças expressam suas relações sociais e seu meio social nos jogos. O professor deve ser sensível para não reproduzir seus valores, pois isto pode ser absorvido e mudar os valores do aluno. Os alunos devem formar sua identidade sem que o professor fortaleça os valores ainda existentes na sua região. Devemos lembrar que o processo de aprendizagem através dos jogos é a etapa mais importante, pois e nele que recolhemos os dados das observações e fazemos o relatório. Que nos leva ao resultado final. Sem o todo o processo o resultado final não teria nenhum valor. De forma sintetizada o professor é o mediador do ensino – aprendizagem. E precisa ser sensível para não colocar a sua vontade a frente da de seus alunos, respeitar os alunos para que ocorra uma aprendizagem regular e focar na aprendizagem através de uma ensino significativo.

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