Ministro diz que concursos para professores são mal elaborados
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Ministro diz que concursos para professores são mal elaborados
Haddad defendeu o "Enem para professores" como seleção de docentes
Agência Brasil
Os concursos cobram do docente mais sobre leis educacionais do que sobre o trabalho em sala de aula, afirma Hadda.O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (23) que os atuais concursos para contratação de professores na educação básica são mal elaborados. Em audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, Haddad defendeu a elaboração de um banco nacional de questões a ser utilizado nos concursos.
- Essas provas que estão previstas na Constituição, em geral, não são bem elaboradas. Elas cobram do docente mais sobre legislação educacional, por exemplo, do que sobre o trabalho em sala de aula.
O chefe do MEC disse que as provas de concurso devem ser “transparentes e sem viés ou interferência política”.
- Os concursos não sinalizam para as instituições formadoras o perfil que a escola precisa, mas sim o perfil para passar no concurso. E como os concursos são mal elaborados, a seleção acaba enviesada.
Como forma de “virar a página” deste problema, Haddad disse que o “MEC deveria atuar na questão dos processos de seleção auxiliando tecnicamente a elaboração das provas de concurso ou até aplicando uma prova nacional para docentes”.
O ministro assinou uma portaria no início do mês que estabelece a Prova Nacional de Concurso para o ingresso na carreira docente. Os Estados e municípios que desejarem poderão aderir à avaliação ou serem auxiliados em seus certames por um banco de questões elaboradas pelo Inep.
De acordo com o instituto, essa matriz será atualizada anualmente e será construída por meio de um “amplo processo de discussão entre especialistas de diversas áreas do conhecimento”, que prioriza o perfil desejado para um ingressante na carreira.
Haddad acredita que, a partir de 2012, a matriz de questões poderá auxiliar na seleção de profissionais para lecionar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental.
Plano Nacional de Educação
Fernando Haddad compareceu à Comissão de Educação da Câmara para falar sobre o PNE (Plano Nacional de Educação), projeto de lei encaminhado pelo Executivo no fim do ano passado que estabelece metas educacionais a serem atingidas na próxima década.
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), formalizou nesta terça-feira (22) a criação de uma comissão especial para avaliar o plano. A instalação do grupo está prevista para a próxima semana, intervalo no qual os partidos poderão indicar seus representantes.
A forma como o PNE tramitará no Congresso, segundo Haddad, não diz respeito ao ministério, mas exclusivamente ao legislativo.
- Mas qualquer que seja o desenho, o ministério estará disponível para trazer os subsídios para que essa lei tenha tramitação tranquila e bem formada no Congresso Nacional.
Inicialmente, a previsão era de que a matéria seria analisada pelas comissões de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser enviada ao Senado. Com a criação da comissão especial, o PNE será debatido em apenas uma instância.

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