Mais um ano letivo termina, o que fizemos...
Prof.esp.Marcio Rogério Martins, graduado em Educação Física e Motricidade Humana, Psicopedagogo, Coordenador de Educação do município de Onda Verde e assessor pedagógico.
Mais um ano letivo termina e me coloco a pensar o que fora feito para a melhora na qualidade do ensino em nosso país. Diante das noticias que são divulgadas pela mídia nada temos a comemorar, pois problemas corriqueiros nos impedem de evoluirmos em busca da qualidade. Muitos dos nossos alunos estão saindo sem se quer saber ler e escrever e mais sem saber qual é o sentido da escola para a vida humana. Penso eu que tudo isso seja fruto de uma escola fria e sem sentido, somente conteudista e moralista que somente forma pessoas para o vestibular e não para a vida. Bem todo esse moralismo e essa falta de significado, creio eu, advêm de políticas publicas educacionais sem sentido e construída somente para empobrecer culturalmente o individuo humano. Mas acredito que nesse emaranhado de confusão educacional aparece alguém, que consegue estar numa posição bem pior a que do aluno, o Professor. Ser professor atualmente está sendo uma verdadeira batalha diária em busca de seu reconhecimento perante uma sociedade que não mais acredita na escola. Desta forma Professores e aluno estão na escola estímulos para se colocarem diante do processo ensino e aprendizagem, porem só estão atualmente na escola para cumprirem uma exigência que é extremamente burocrática e funcional. Pois bem, não acredito que a escola que me fez homem e professor hoje possa estar nessa situação. Que saudade tenho daqueles momentos agradáveis que passei na escola, onde todos os alunos estavam ali para aprender e o Professor para ensinar, mesmo que e uma forma extremamente tradicionalista. Na atualidade o que vemos é uma emaranhado de teorias que sustentam o processo, mas nenhuma é colocada em prática afim de atingir aquele que aprende, o aluno dentro e fora de sala de aula.Não basta a educação brasileira ter leis, programas e teorias se na realidade nada disso funciona e ninguém sabe para que serve.Deixemos de lado toda a hipocrisia para vivermos diante de uma realidade dolorosa, mas que ao meu entender tem como ser revertida basta unirmos as forças em direção a busca pela qualidade e não por quantidade, pois nada adianta termos muitas crianças na escola se verdadeiramente elas não sabem o por que lá estão.
Para revertermos essa situação devemos começar pela mudança de políticas políticas educacionais, promover uma formação docente mais voltada ao desenvolvimento das capacidades e habilidades diante do processo de aprendizagem e proporcionar salário compatível com a função exercida pelo professor de forma a estimulá-lo a estar em sala de aula e estudando. Bem quanto ao estudante ai temos um páreo duro diante de um país que privilegia o trabalho e não uma formação acadêmica, mas isso tem solução. Portanto devemos reconhecer que a educação brasileira atualmente ainda privilegia a elite como era no passado, mas com um contexto obscuro de que se todos estão na escola, isso basta, mas estar na escola não significa dizer que o aluno está aprendendo. Anos se passaram e encontramos uma escola fria sem significado e mais a cada dia que passa vai perdendo seu s princípios éticos e morais.Mas não perco a esperança de que tudo isso possa mudar diante de uma nova forma de se inserir as políticas publicas educacionais nas redes publicas educacionais.Está na hora de dar voz à escola e o professor através de discussões dentro do contexto escolar sobre políticas publica voltadas ao docente e a escola, não basta isso ficar na mão de políticos que entendem de política e não de educação.
A partir daí nasce um novo momento na história da educação brasileira, onde será possível levar para dentro da escola ações que vão aumentar a qualidade da educação brasileira. Não penso mais nesse ano que acabou, pois neste ano fiz tudo o que estava ao meu alcance para a melhora na qualidade de ensino no Brasil, mas me preparo para viver um novo ano que está por vir, novos planos, novas políticas educacionais, novos docentes, novas escolas e para finalizar novos investimentos que proporcionaram qualidade ao processo ensino aprendizado e conseqüentemente melhora na qualidade de ensino brasileiro.

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