Educação na UTI |
Não é nova a descoberta de que alunos têm terminado o ensino médio e iniciado a vida universitária sem saber escrever corretamente e sem saber fazer contas simples. Mas, teste aplicado pelo Diário da Região a 334 alunos de ensino médio e primeiro ano do curso superior, sendo 85% da rede pública e 15% da particular, mostra que a educação está à beira do coma e carece de drástica e urgente intervenção no sistema de ensino. Resultado da avaliação que dá origem à série “Educação na UTI” revela que, apesar de estar a caminho da universidade, os estudantes têm erros ortográficos e gramaticais primários, tropeçam na concordância nominal e verbal, não sabem calcular o aumento percentual de um produto e não têm a mínima noção do que acontece no País ou no mundo. Hoje, na primeira reportagem da série publicada nas páginas 1 a 3 do caderno Cidades, o Diário divulga o resultado da prova de português. Na terça-feira, será a vez do teste de matemática, e quarta-feira o de geografia, história e atualidades. Chocam os erros na grafia de palavras como “facio” (fácil), “dimenor” (menor de idade), “familha” (família), “encino” (ensino), “diguino” (digno), “serto” (certo), “onesta” (honesta), “imprego” (emprego), matão (matam), traficão (traficam) encontrados nos textos. A média de erros no teste de português alcançou 82,5%, a pior na comparação com matemática e geografia e história. Para surpresa dos professores Gentil de Faria, da Unesp de Rio Preto, e Artur Ribeiro Cruz, do Colégio Anglo e Unip, que analisaram as provas, os estudantes tiveram pior desempenho nas questões de interpretação de texto. “É impossível não ficar frustrado. O que se observa é que o aluno não consegue entender o que está lendo”, diz o professor Gentil de Faria. Nas questões gramaticais, apenas 25% conseguiram identificar o sujeito das orações “Meu pai era um velhinho engraçado. Ele passava a tarde contando histórias de sua juventude para os vizinhos”. E só 4 dos 334 avaliados souberam fazer a análise sintática do verbo contar, conteúdo que deve ser dominado no ensino fundamental. Também é velha e simplista a atribuição do ensino precário ao sistema de progressão continuada, implantado pelo governo estadual. Na verdade, se observa, como apontam os especialistas, que os docentes são despreparados para a função. Sob a justificativa da má remuneração, professores se quedam desmotivados e contribuem criminosamente para a desinformação dos alunos. Que os nossos governantes façam, o quanto antes uma revolução no sistema de ensino, ou sejam responsabilizados por cada aluno que termina o ciclo sem o conhecimento mínimo exigido. http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Editorial/76142,,Educacao+na+UTI.aspx |
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